Conheça o Funk na Caixa.

(esse é um texto-relato)

O projeto do Funk na Caixa surgiu em 2010 por um ímpeto que tive em me destacar no cenário musical paulistano. Na época, eu tinha meus 21 anos e queria me tornar Dj. Depois de acompanhar de perto diversas festas e produtores, percebi que poucos deles trabalhavam com o funk. Nessa mesma época o maximal era o som do momento e produtores estrangeiros usavam vocais brasileiros do funk nas produções, o que na minha percepção era perfeito. Tive a ideia de que o funk poderia ser promovido como a música eletrônica brasileira e então abri o blog Funk na Caixa com o intuito de impulsionar minha carreira como dj, o dj Renato M2, e também mostrar esse cenário do funk.

 

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Juke da Novinha

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Pausa. Muita atenção que agora a gente vai falar de gente grande, gente importante no rolê neo funk.

Com 15 anos no rolê, os caras do Apavoramento Sound System tem muita moral no que fazem. Não é a toa que quando sai produção, festa e mixtape, vem material de qualidade. E o Juke da Novinha taí pra mostrar isso:

Nas mãos do cabeça da coisa, João Wooles, o juke das novinhas pega uns vocais maneiros, junta com o beat do juke/bmore aceleradaço e finaliza com aquele toque de terror que só o A.S.S. sabe fazer.

Aproveitando que estamos falando deles, se liga em outras novidades que eles soltaram.

Entendeu o recado? “é-u-terror!”

Dorlyndo

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Esta vendo essa figura simpática, jovem, carismática e alegre acima? É o nosso amigo Dj Dorly (pros parças é Dorlyndo), que já falamos aqui sobre seu grande talento como dj de funk. Sim, ele é funkeiro.

O cara que não se intimidou em ser só dj, tem arriscado algumas produções, como no caso de Pica.

Sem inovar com sample novos, o dj juntou um acumulado de pontinhos e produziu uma favela trap, variando a batida com o tamborzão e beatbox do funk. A música, veja bem, é Pica! E vale o download.

Ele também soltou outra música em pareceria com Swinga, nessa o produtor já manjava mais do rolê e brincou um pouco mais nas batidas.

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Bom, mas como o lance dele é mesmo ser DJ, você pode aproveitar esse post pra ouvir uma das suas milhares mixtapes. E ai, a escolha fica por conta do freguês. Tem set gravado em festa, tem mixtape gravada em casa, tem para todos os gostos. O nosso favorito e que recomendamos nesse post é esse aqui:

 

 

 

Berimbau – Mc Gi e Bumps [Club Popozuda Records]

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Cara, que saudades de ouvir o Neo Baile Funk. Com essa onda de favela trap, rasterinha, baile twerk, e todas as outras novas vertentes do neo baile, aquele velho esquemão electro, 130bpm, com batidas do funk carioca acabou se perdendo.

PORÉM, todavia, entretanto, tem uma galera maneira que ainda solta uns sons assim, como os amigos ingleses do Club Popozuda – que esta caminhando aos poucos pra ser uma gravadora.

Com 3 lançamentos, sendo esse o primeiro pelo produtor inglês e dono da gravadora, Bumps, a coisa vem fluindo bem. Berimbau tem os vocais da nossa amiga de Santos, Mc Gi.

Com 5 remixes e download gratuito do EP, Berimbau fala sobre a cultura brasileira. Na real mesmo, fala do instrumento Berimbau. E naquela sacada que a Gi tem, põe uma dualidade divertida sobre como manuseá-lo.

Destaque desse EP é o remix frenético do Dj Comrade, que acerta em cheio ao colocar as batidas do ritmo carioca mas com seu toque a-lá eletrônico, e também pro remix de fidget house/maximal do The Word.

Quem é produtor musical, sabe como é aquele esquema de fazer uma música. Você SEMPRE tem uma segunda ideia pro que você fez, e Bumps não se conteve no seu primeiro lançamento. Aproveitou e lançou um favela house remix bacanérrimo.

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Aproveite para conhecer o site do Club Popozuda e ver seus lançamentos.

 

 

Pusha EP

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Tem algumas vertentes do neo baile que DEVERIAM estourar em cenário global. Subgeneros que tem uma sonoridade tão próxima, que é estranho que poucos produtores percebam isso. Estamos falando da possibilidade do ‘balkan baile’ um mix de balkan music (aquela sonoridade do leste europeu) com o baile funk. E o Chernobyl acerta em cheio nessas sacadas:

Junto da original, o EP traz 3 remixes bem legais: Solo pegou a sanfona e trabalhou ela no sentido de usar mais variações de notas, trabalhou o baixo e ainda deu mais ritmo pra música. Uma versão mais acelerada, bem alegre e dançante; Dj Edgar fez o que ele sabe fazer de melhor, pegou os melhores pontos de funk, sampleou as notas do acordeon e voa-lá, um saiu um remix foda; Samuel Tegaro aproximou o ritmo do house e acalmou um pouco os ânimos, trabalhando o ritmo por tambores, a música é um autêntico remix de house.

A produção é assinada pelo Chernobyl e pelo produtor Kosta Kostov. O download esta disponível no site da gravadora VLAD, que além desse lançamento bacana, tem outros mais que vão abrir a sua cabeça para ritmos nunca pensados. Quem sabe com isso você não aproxima o funk de outra cultura musical e cria outro subgenero do funk.

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As novidades do Dj Edgar

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O carioca, dj e produtor Dj Edgar continua naquele ritmo de novidades. Além da sua carreira solo, o Dj esta num projeto interessante chamado Funkeou, que convida músicos e cantores para tocarem o funk, junto da MPC. Resgatando um pouco da origem do funk carioca, que veio do funk/soul/R&B americano. Vale uma conferida na página oficial do projeto. Mais adiante temos seus remixes e produções.

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