#01 Chernobyl

Hoje nos vamos falar do Fredi “Chernobyl” Endres. Para quem não o conhece, ele é dj e produtor de Baile Eletrônico (como ele auto intitula). Um misto de baile funk, miami bass, samplers, solos de guitarras, mashups e tudo mais que ele gosta. Chernobyl foi o Produtor de 8 das 12 musicas lançadas no cd do Bonde do Rolê (with lasers). Ele já tocou por quase toda a Europa, fez um remix que foi um dos ganhadores do Yono Ono remix contest – The sun is Down (viuva do Jonh Lenon), faz parte da Comunidade Nin-Jitsu, tem Banda com a esposa e uns amigos, a Broollies & Apples , lançou recentemente um EP pelo selo Exploited record’s, junto da MC Gi e do Cabal (o sucesso rendeu até um clipe que você confere aqui) e…bom, tem muito mais coisas que dá pra falar, mas fizemos uma entrevista, para conhece-lo melhor. Aproveitando, pedimos que ele abrisse seu case e liberasse 2 musicas que ele toca, assim ao final da entrevista você encontra 2 tracks de 2005 e uma de 2006 (que saiu do meu case):

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Funk na Caixa:  então, conta pra gente como foi seu primeiro contato com o baile funk.

Chernobyl:  Foi em 1990 (eu acho) com a Feira de acari e o Rap do pirão. Pirei. Mas eu já gostava de Miami bass da Florida, desde os 80s.

F: E quando veio a vontade de começar a produzir e inserir o funk na CNJ?
C:  Foi logo depois de ter ouvido o Rap da Felicidade,  final de 94 começo de 95. A banda surgiu e os primeiros sons já foram com batida de miamibass mais guitarras de rock. Foi espontâneo. Nao queríamos fazer algo que ainda não tinha sido feito só para aparecer, era o que gostávamos e estávamos cagando pro resto.
F:  E como foi a resposta do pessoal pra esse ‘novo som’ que o CNJ criou por um acaso?
C:  Aquelas pessoas que só querem se divertir amaram, os críticos acharam inusitado e os rockeiros ortodoxos que se fodam. Hahaha. Gosto de vários tipos de sons, e gosto de me divertir misturando eles
F:  Hahahaha! Bom sabemos que você é um grande produtor e que tem feito varias gigs no exterior. Conta pra gente como foi sua primeira gig pra fora e como o pessoal recebeu o ‘baile funk’
C:  Foi no Japão, no Fuji Rock Festival. Minha maior gig da vida e foi minha primeira como dj. Os japoneses são muito foda, eles apreciam, prestam atenção, dançam, vibram, maior responsa. Foi demais.
F:  Em suas apresentações na Europa como dj, como o pessoal recebe suas produções? Tem diferença com o publico brasileiro?
C:  Cada país é um país diferente. assim como no Brasil os clubs não são todos iguais. Mas , normalmente, sou muito bem aceito com minhas produções. Aliás, acho que é por isso que toco por lá, porque tenho um som original.
F:  Como é o seu processo de criação?
C:  Faço musica pra me sentir bem. então quando estou em casa penso: faço o remix que me pediram? Uma nova minha? ou um bom mash-edit pra próxima gig? Sento e faço, procuro nunca fazer algo como os outros, desde o começo da minha carreira.
(pausa)
Ah, me empolgo com algumas coisas e me influencio. Daí tento contextualizar aquilo na minha realidade
para que eu bote a minha cara.
F:  E para 2010, tem algo planejado? Bem que já estamos quase na metade do ano.
C:  Estou produzindo muito remix. Tem fila Hahaha . Meu vinil saiu em janeiro pela Exploited e em junho ou julho já lanço outro EP por eles. Em julho lanço uma faixa minha no cd de 5 anos da Man Recordings, que vai ter Crookers, Beware, etc
já estou vendo outra tour na Europa e tenho tocado por todo país. Descobri uns caras doidos de Moscou, Bazooka Boom. Vou lançar faixa minha com eles, pela Exploited tambem e a Comunidade esta fazendo sons novos.
Até a MC Gi gravou com a gente, fora o Daniel Peixoto, que  estou fazendo uma parceria gueto-tech total, techno brega cosmopolita. Acho q sai EP com o Xis e faixas com KOTD, Las Bibas, Madame Mim e meu remix recente pro Malente & Dex ja está a venda.
Daniel Peixoto – Flei (Prod. Dj Chernobyl feat Carol Teixeira):
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F:  Voce citou a Man Recordings. Podemos dizer que eles lançam muitas faixas de uma mistura de eletrônico com baile funk. O que você acha dos gringos que produzem ‘baile funk’?
C:  Eu gosto muito. Especialmente o Daniel Haaksman. O Diplo parou e o Sinden também parou. Eles fazem enquanto é novidade. Agora já é um estilo consolidado. O Daniel Haaksman faz do jeito dele, não tenta ser dj do RJ. Assim como eu não sou de lá e não vou fazer como eles, não tenho esse direito porque não vivo a realidade do Rio, berço do funk carioca
F:  Muito bem. E agora que esta morando em Sp. O que tem achado daqui?
C:  Estou adorando. tenho muitos amigos aqui, e todos relacionados a musica. Agora to de residente da Crew. Achei foda. Sempre amei a festa.
Bom então acho que é isso Chernoba, valeu pelo papo e seja bem vindo a SP! Quem quiser ouvir um set do Chernobyl, é so aparecer na festa mensal da Crew que rola no clube Gloria.
Bonus:
DJ Chernobyl: Neo Baile Funk 2008
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