#9 The Bumps

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Conversamos com o The Bumps, um ótimo produtor e que tem agitado a cena em Londres. Junto do magnifíco João Brasil, eles montaram a Club Popozuda, uma festa destinada ao funk carioca e a sons brasileiros. Com muita irreverância Bumps como foi sua viagem ao Rio de Janeiro, pois queria saber aonde e como era a origem desse estilo que tanto o encanta. Além do mais, fala do seu projeto do Global Ghetto, um selo destinado a ghetto musics. Se você já conhece o trabalho do Bumps, sabe que seus ótimos remixes não disponiveis para download, aqui você o descobre porque:

Eu li em algum lugar, que você visitou o Rio de Janeiro e depois disso, quando você voltou da sua viagem, você começou a produzir e remixar baile funk. Esta viagem foi proposital ou você veio, gostou do som e começou a produzir?

É verdade, eu passei um tempo no Rio, mas eu já criava e tocava Funk antes disso. O maior motivo, para mim, para vir ao Rio foi: eu sentia que estava criando baile funk entao devia conhecer as pessoas envolvidas e conferir pela raiz do que apenas pela internet. Então vim ao Rio, encontrei logo de cara meu amigo Mc Gringo e ele me mostrou tudo.

Eu Fumo (Bumps Neo Baile Mix) – Deize Tigrona

[soundcloud url=”http://api.soundcloud.com/tracks/6637559″]

O que você esperava do baile funk quando você teve a idéia de vir para o Rio? Quando você voltou para Londres, você continuo com a mesma ideia sobre a cultura do Baile Funk? Suas produções, depois da visista, mudaram? Melhoraram?

Bem, eu estava bem consciente quanto a energia do baile funk e de fato isso é em alguns poucos momentos perigoso, por causa das armas e outros materiais. Eu achei que algumas pessoas se envolveram com a música tem um pouco do traffico e outras definitivam são do traffico. Mas, pessoas qeu criam músicas ou são Dj são mais ou menos pessoas iguais no mundo todo, eles amam a musica e isso significa que você cria uma conecção direta com eles. Eles reconhecem outro irmão da música.

O que eu realmente aprendi foi sobre as politicas do funk na favela. Eu nao quero me aprofundar nisso, mas tem algumas pessoas no funk que não pertecem ao grupo e no Rio isso pode ser triste, muito triste. Isso me lembra um pouco a cena de Hardcore na “East London’ no começo dos anos 90. Tinha alguma coisa obscura lá. Mas tudo não é como no filme “Tropa de Elite”, a favela também tem seu lado bom. Eu amei de verdade o fato de você ver crianças correndo na esquina enquanto toca um Tamborzão ou Voltmix nos seus fones e fazendo batalhas de Mc’s. Uma vez na rocinha, eu estava passeando com a grande Mc Dolores e Mc Gringo e eles estavam cantando com os jovens, eu estava no paraíso. Na verdade, ir ao Rio realmente mudou meu Funk. A maior diferença é estar em contato com o MC e pegar o vocal Original das músicas nas minhas batidas. Mas tamém, agora eu conquistei muito mais credibilidade com a comunidade da Favela e na cena global em geral. Uma das melhores coisas que eu ja fiz. Eu mal consigo esperar para voltar. Eu sei que fiz amigos de verdade lá e alguns novos que eu ainda tenho que encontrar. Eu nunca serei um “do morro” mas irei representar meus irmãos que são.

Em Londres, quando eu voltei eu estava meio extasiado. Eu sentia que aprendi muito claramente como produzir funk e como o Club Popozuda deveria ser feito. Eu tambem coloquei muito mais performance nas minhas mixagens. Eu faço o Club Popozuda com o João Brasil e ele usa uma controladora APC, no qual é muito criativo, entao eu tenho que ser bem criativo tambem. Minhas armas escolhidas são Serato e Dicer. Outra coisa foi que estou começando meu proprio selo, junto da LDN&RDJ com o Mc Gringo, o selo se chama Global Ghetto.
Sobre a musica, você disso que encontrou pessoas que amam a musica e fez conecção com elas. Como um londrino, imagino que você vê o baile funk como Musica Eletronica Brasileira. Você acha que os cariocas vêem o baile funk assim? Como eles receberam um gringo produtor de baile funk?

Bem, para começar os cariocas não chamam isso de Baile Funk! Até aonde sei, isso se refere as festas. Mas eu acho que eles vêem o funk como forma de expressão, como se fosse a voz da favela, assim como o Hip-hop foi em Nova York no final dos anos 70. É claro que eles acham estranho, quando um branquelo do ocidente (western) começa a produzir e tocar Funk. Alguns ficam desconfiados, mas a maioria me aceita por que consigo trazer as batidas. Eu digo-lhes porque amo o funk.
Quando Todd Terry estava destruindo tudo nos dias de hoje, ele teve a sacada de samplear um som popular que eu amei e continuando usando-o, e isso foi criado em baterias eletricas, SP1200 e MPC3000. Para mim, o Funk veio proximo de capturar esse tipo de energial e excitação que as musica do Todd carregava. Combinando isso com as vibes das Raves da Inglaterra, nos anos 80, você tera um som bem similar ao Baile Funk. Beleza!
Quando que você vai lançar suas produções de baile funk? Você vai usa-las para iniciar seu selo?

Sim, eu estou montando um coletivo de funk nesses dias e este será o primeiro lançamento no Global Ghetto.
Prado Junior Mega Mix ( feat Mc Gringo & Nog Dog):
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Por que o nome ‘ The Bumps’ ?

Bom, esse é meu apelido. No começo era “Baby Sean” depois acrescentei ao menome “Baby Bumps” e agora o pessoal começou a me chamar só de Bumps e eu estava começando a crescer para continuar como Baby, então ficou so Bumps.
Você pode nos listar o seu Top 10 de baile funk?

(Eu amo essa e sempre esta no meu set)
( Bem obvio, eu sei, mas é um clássico. Eu amo ela e acho o Junior & Leonardo os melhores)
(essa música é uma base/planta para o funk, beleza)
4. Crente lango lango – Mcs Marcos e Wallace
(musica pesada)
5. Foguetada – Mc_Funk_(Sandrinho DJ)
(para mim, Sandrinho é espetacular. Um mestre na MPC e essa musica é destruidora)
(outra musica bacana do meu produtor favorito. Sempre toco tambem)
(o Rei da Putaria, mas que voz!)
8. Arrastão (europeanmix) – MC Gringo & DJ Sandrinho
(MC Gringo, se voê conhece ele, você ama ele! Uber-Don [N.T. Uber seria Supeior há algo, e Don do título de nobreza Dom. Então a tradução é algo como Além de Dom, Acima de Dom])
(Eu gosto de verdade das musicas de MPC do Alex, quero ele em algo no Global Ghetto)
(Essa musica nunca falha, nunca! Ótima Música. Dennis DJ é excelente)
Club Popozuda Mixtape #6 by The Bumps:
[soundcloud url=”http://api.soundcloud.com/tracks/6010314″]

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